sábado, 26 de julho de 2014

A leitura e a escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental

Universidade Estadual do Rio grande do Sul
Curso: Pedagogia-Licenciatura
Disciplina: Língua Portuguesa
Professora: Dranda. Luciane Sippert
Acadêmico: Daiane Alves Robalo
Semestre: 1/2014

Autor: Elviria Cristina Martins Tassoni
Ano de publicação: 2012
Editora: EccoS (Revista cientifica)
Número de páginas: 19

  


                 A obra “A leitura e a escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental”, produzida por Martins Tassoni, foi publicada na “Eccos Revista Cientifica de número 27, no ano de 2012, na cidade de São Paulo. Nessa obra a autora destaca que as contribuições linguísticas, nas formas de compreender as relações de linguagens oral e escrita, cada pessoa tem sua forma de compreender as relações de linguagens tanto oral como escrita de forma diferente.As pessoas muitas vezes compreendem a linguagem como uma atividade simbólica que estão aprendendo conforme cada um como a relação com as pessoas.
Os estudos apresentados na obra não destacam apenas os conjuntos de práticas sociais que está envolvendo a escrita e a leitura, os impactos que são produzidos por um determinado sujeito que faz individualmente com um grupo tanto de sociedade para a função de terem a oportunidade de participar dessas práticas.
Essas produções de conhecimento sobre os tipos de linguagem e o seu modo de funcionamento nas sociedades tem ajudado nas escolas de maneiras diferentes, cada um trabalha de um jeito determinado para que consigam ter o entendimento.
A alfabetização ela se trata da ação de ensinar e aprender a norma alfabética e da ortografia da escrita. Já o letramento quer o resultado da ação de ensinar a ler e escrever, a condição de um indivíduo com sua consequência de ter se apropriado da escrita.
As atividades realizadas no 1° e 2° ano teve-se como seu objetivo principal os aspectos do sistema alfabético, a palavra como um só ela tinha transparência por suas mudanças fônicas.  
A leitura em si tinha seu próprio horário, era organizada de forma que cada aluno teria a oportunidade de ler após todos fazer a leitura de determinado assunto, teriam a oportunidade de tirar suas dúvidas sobre o conteúdo, respondendo as questões de interpretação.
Quando era comentado sobre as consequências sobre as convivências na sala de aula, que está sempre envolvendo a leitura e a escrita, tem a possibilidade de ter o nosso conhecimento dos pontos de vista de cada aluno no universo infantil.
Vamos valorizar as atividades que contribuem pouco para o entendimento de como funciona a escrita alfabética, pois trabalham sem discutir, e sem ter sua própria reflexão entre o modo de uso e suas formas.
A legibilidade da letra do ser humano é um fato muito importante para que as outras pessoas possas ter seu próprio entendimento.
Alguns alunos destacam que é melhor pensar do que copiar, porque o modo de entender o funcionamento da linguagem tem a prioridade.
As atividades que os professores realizam com seus alunos discursivas orais dão o seu significado para um texto escrito, e baseando-nos no papel do professor que é responsável pela comunicação entre os falantes.
No início dos anos iniciais do ensino fundamental está demonstrando, que na maioria das vezes, a leitura está sendo reduzida ao material didático e está sendo reduzida ao material didático e está sendo utilizada para treino, ou seja, leitura em voz alta, muitas vezes a clareza, de determinado assunto é para que isso é necessário o aluno se preparar.
A pratica pedagógica está sendo considerada as práticas de leitura e a escrita como um processo de interação, com o objetivo de que cada aluno tenha oportunidade de interagir com sua opinião o modo de pensar, escrever, falar onde o professor ficara responsável em ajudar na comunicação de todo tipo de produção realizada.
Enfim, para finalizar, os alunos esperam por professores leitores, que os façam a cada dia melhorar a sua escrita, seu modo de leitura, que faça cada um se sentir envolvido na cultura letrada.

Este artigo recomenda-se para pedagogos ou pessoas interessadas como introduzir a leitura nos anos iniciais proporcionando conhecimento desde cedo as crianças, fazendo com que elas tenham mais interesses em descobrir esse maravilhosos mundo da leitura.

HISTÓRIAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL BRASILEIRA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL
PEDAGOGIA - LICENCIATURA
DISCIPLINA: LINGUA PORTUGUESA
PROFESSORA: Dranda LUCIANE SIPPERT
ACADÊMICA: LUCILENE CASTILHOS DE SOUZA
1° SEMESTRE/ 2014




AUTOR: MOYSÉS KUHLMANN JÚNIOR
PUBLICADO NO ANO DE 2000
  EDITORA: REVISTA BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO
N° DE PÁGINAS: 15



O referente artigo sobre Historia da Educação Infantil Brasileira aborda os aspectos da história das instituições de educação infantil brasileira, foi publicado no ano de 2000, pela Revista Brasileira de Educação, o autor é Moysés Kulmann Jr, possui graduação em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (1980), mestrado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990), doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1996), e pós-doutorado em Ciências da Educação pela Universidade de Lisboa. É professor associado doutor da Universidade São Francisco, onde lidera o Grupo de Pesquisa "Infância, História e Educação", e pesquisador da Fundação Carlos Chagas, onde é vice-líder do Grupo de Pesquisa.
A Educação Infantil não surgiu da visão de luta por qualidade de ensino e sim de assistencialismo. Passou por um longo e árduo processo de transformação em nosso País, foi importada de Países Europeus como um meio de amenizar os impactos da pobreza de boa parte da população brasileira e controlar o seu comportamento na sociedade.
Esse artigo trás uma leitura sobre diferentes modalidades entre a creche e o jardim de infância. Também enfoca e relata sobre as políticas discriminatórias para a educação das crianças pobres, e relatam algumas concepções educacionais envolvendo a família e instituições, educação e assistência, desenvolvimento, recreação, como também atividades com jogos e brincadeiras.
A Educação Infantil Brasileira é uma releitura do ensino secundário, ao qual corresponde ao ensino fundamental na educação brasileira. Esse ensino secundário tem como principal objetivo compreender significados de diferentes grupos ou classes e também tem como tarefa democratizar a educação em nossa sociedade.

A obra interessa a todos aqueles que são sensíveis à infância e à educação de crianças pequenas, seja profissional que atua diretamente com a criança, seja pesquisador que tenha interesse pela temática. Esse artigo tem suma importância e o mesmo é muito interessante, não deixe de ler. Além disso, contribui para as discussões recentes sobre a história da educação infantil, e para a compreensão da infância como categoria histórica.



A leitura e a escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental: A prática docente a partir da voz dos alunos

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul
Curso Pedagogia - Licenciatura
Disciplina: Língua Portuguesa I
Professora: Dranda. Luciane Sippert
Acadêmica: Silvana Legal dos Santos
Semestre/Ano: 1/2014
Título do artigo resenhado: A leitura e a escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental: A prática docente a partir da voz dos alunos.
Autora: Elvira Cristina Martins Tassoni
Ano da publicação: 2012
Editora: Eccos Revista Científica
Nº de Páginas: pp. 191-209
  

O importante artigo escrito por Elvira Cristina Martins Tassoni, publicado na revista Eccos Revista Científica que tem como título “A leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental: A prática docente a partir da voz dos alunos” traz a interessante pesquisa realizada com alunos do 1º ao 5º ano de uma escola estadual de Campinas SP com o objetivo de explorar as práticas escolares de leitura e escrita nos anos iniciais.
A autora aborda a preocupação e as dificuldades enfrentadas pela escola no processo de ensinar os alunos a ler e escrever. Durante a pesquisa foram observadas as atividades que as professoras passam em sala de aula para os alunos como separação de sílabas, leitura do material didático, produção de textos, etc. Segundo Tassoni (2012) foi observada na pesquisa que a introdução de textos se dá apenas depois que os alunos são alfabetizados.
Um ponto muito importante e que chama a atenção é quando os alunos são entrevistados, eles se mostram muito interessados em aprender a escrever e ler corretamente, e veem isso como algo fundamental para a vida, para eles a professora é alguém que sabe e pode ensinar, dizem que gostam de ouvi-la ler mas, ela não faz muito isso, outro diz que gosta mais de pensar do que escrever, pois escrever “cansa a mão”.
A conclusão do artigo, entretanto, é que as atividades observadas em sala de aula mostram que há muito exercício repetitivo sem significado, e que os alunos estão disponíveis e abertos a novas atividades e a que os professores têm a ensinar. Com certeza este artigo é interessante para acadêmicos de pedagogia, pois assim eles conhecem a realidade da sala de aula e têm oportunidade de ver a opinião dos alunos e assim terem um bom desempenho na profissão.

Referências
MARTINS TASSONI, ELVIRA CRISTINA. A leitura e escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental: a prática docente a partir da voz dos alunos. In: Eccos Revista Científica, São Paulo, n. 27, p. 191-209, jan./abril. 2012.


Encontros e encantamentos na educação infantil

Curso: Pedagogia-Licenciatura
Disciplina: Língua Portuguesa I
Professora: Dr.ª LUCIANE SIPPERT
Acadêmica: LIDIANE BERTOLO PEREIRA
Semestre/ano: 1º/2014
Titulo da obra: Encontros e encantamentos na educação infantil
Autor: OSTETTO, LUCIANA  ESMERALDA
Ano da publicação: 2000
Editora: PAPIRUS
Nº de páginas: 144
  

Encontros e encantamentos na EDUCAÇÃO INFANTIL, uma obra que nos remete ao mundo da fantasia, do mágico, sem deixar de lado o comprometimento com a educação das crianças de 0 a 6 anos. São relatos de experiências de estagio curricular, vivenciadas por alunas da oitava fase do curso de pedagogia da Universidade Federal de Santa Catarina, no ano de 1997, e também por crianças, professores, funcionários de creches e pré-escolas publicas de Florianópolis-SC. Publicada no ano 2000 pela editora PAPIRUS, SC.
Experiências que nos leva a redescobrir, à resinificar o cotidiano da educação infantil de uma maneira comprometida e apaixonada, capitulo por capitulo, a autora nos faz viajar no mundo dos limites e das possibilidades, apresentando histórias de vivencias com e entre as crianças, que envolvem faz- de conta,Imaginação,tempo,espaço,rotina,constância,planejamento,registro,avaliação,que envolvem a construção do grupo das identidades o eu e o outro...nosso pulsar...nossa vida!
No 1º capitulo do livro: andando por creches e pré-escolas públicas; construindo uma proposta de estágio, traz uma síntese que vem sendo construída no curso de pedagogia-habilitação em educação infantil, na Universidade Federal de Santa Catarina. Esta proposta consiste na atuação em creches e pré-escola publica, por meio de projetos de estagio que propicia em espaços para a reflexão do grupo que envolve toda a instituição, sobre o fazer pedagógico na educação infantil.
“O trabalho pedagógico na creche: entre limites e possibilidades“,2º capitulo, mostra nos um pouco da proposta de estagio, fazendo-nos adentrar no cotidiano da creche (caracterizando seus limites e possibilidades), e também no desafio de trabalhar com bebes, bem como o inicio do encaminhamento dos estágios por meio de projetos.
3º capitulo do livro com o titulo “ESPAÇO QUE DE ESPAÇO”, outras experiências com bebes, ressalta a importância da organização do espaço para o trabalho com crianças pequenas e sua relação com a intenção do educador e, até mesmo, com a concepção de infância que permeia o trabalho pedagógico na creche. “Uma aventura: “o mapa do tesouro”: ultrapassa dos obstáculos e seguindo pistas no cotidiano da educação infantil”.
4º capitulo do livro nos enfatiza a importância do registro diário, que não vai apenas relatar fatos, mas mostrar vida, movimentação do grupo, traz reflexões para poder avaliar e planejar. Registro que mostra barreiras, obstáculos, mas que também darão pistas ,para aventurar-se.
Além da reflexão sobre o registro, este capítulo ainda resgata a importância de contar histórias para as crianças de 0 a 6 anos de idade. “Por encanto, contando ...história de um projeto de trabalho”. O 5º capitulo, prioriza a fantasia o suspense, o contar histórias ,alegrar e se aventurar com as histórias e o faz de conta no cotidiano da educação infantil.
Com o boi -de- mamão, fazendo-se grupo. O 6º capitulo, “Alevanta, boi dourado, alevanta devagar...”: meninos e meninas brincando titulo-nos mostra crianças de um ano e meio a dois anos e meio a experiência de construir, cantar e encantar o espaço e as personagens do boi -de- mamão, experiência rica de alegria, festa e entusiasmo...como a própria apresentação do boi-de-mamão.
No 7º capitulo do livro estamos “Entre fadas, jacarés e pintores: a história de construção de um grupo”, que de forma mágica nos apresenta um espetáculo no qual, cada ato nos faz refletir sobre o grupo, a roda, a rotina, a mágica, a fantasia ,o sonho ,a alegria, a imaginação, a criação, as crianças ,personagens principais deste capitulo.
Era uma vez, crianças de três anos e meio a quatro anos e meio, que estavam envolvidas com cobra, bruxas, castelos, castelo rá- Tim- bum, boi -de- mamão, boi de mamão? O que o boi-de-mamão tem haver com castelo? É no 8º capitulo, “era uma vez...crianças, cobras, bruxas e histórias de encantamento”, perceberam como inventar, fantasiar, imaginar podem gerar mil formas de encenar.
Autores, personagens, cenários...reis, rainhas, eles estão nas histórias que lemos e que fazemos, e no 9º capitulo “ouvindo e fazendo histórias”; as crianças de 4anos e meio a cinco anos e meio, formam seus grupos, na roda, mesmo com reis e rainhas, dividem seus medos e viajam-nas histórias, mostrando que para elas a história não tem fim, ela se renova a cada instante.
Planejamento na educação infantil :mais que atividade ,a criança em foco, é no 10º capitulo que nos leva que toda essa alegria, todo esse encantamento não é fruto apenas de sonho, é algo possível, realizado, mas que para isso é necessário, querer,ousar,errar,arriscar,experimentar,tentar,observar,sonhar,registrar,imaginar,avaliar,encantar,planejar,pesquisar.elaborar um plano que seja mais que mera burocracia, um plano que acima de tudo tenha a criança como foco de todas as atitudes do educador.
ESTE LIVRO NOS PROPÕE UM DESAFIO,O DE SER EDUCADORES E EDUCADORAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL ASSUMINDO O RISCO DE ACERTAR,ERRAR,AVALIAR,E TAMBÉM SER AVALIADO,DE TRANSFORMAR E SER TRANSFORMADO,ENFIM UM DESAFIO DE VIVER INTENSAMENTE E ABSOLUTAMENTE OS ENCANTOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL.


                  

A LEITURA E A ESCRITA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: A PRÁTICA DOCENTE A PARTIR DA VOZ DOS ALUNOS

CAMPUS REGIONAL IV
UNIDADE SÃO LUIZ GONZAGA
PEDAGOGIA 1º SEMESTRE
LÍNGUA PORTUGUESA I
Dranda. LUCIANE SIPPERT
JOSÉ AILTON E INGRID


O artigo tem como título “A leitura nos anos iniciais do Ensino fundamental: a prática docente a partir da voz dos alunos”, foi escrito por Elvira Cristina Martins Tossani, professora do programa de pós-graduação em Educação da PUC campinas, publicado no ano de 2012 pela revista EccoS, na cidade de Campinas-SP, Brasil. Em dezoito páginas a autora nos apresenta um vasto trabalho de pesquisa realizado com estudantes de primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental.
            O trabalho apresenta-se bem organizado, contendo título, resumo, abstract, introdução, e o desenvolvimento subdivide-se em três subtítulos, encerrando com as considerações finais, notas e apresentando as referencias consultadas durante a pesquisa.
            Instigada pelas dificuldades enfrentadas para apontar caminhos para a alfabetização Tossani decidiu por fazer essa pesquisa visando promover um programa para inserir os alunos em geral ao mundo da leitura e do aprendizado através da escrita, levando em consideração as práticas pedagógicas dos professores e a voz dos alunos em relação às aulas.
            Muito oportuno a idéia da autora em trazer a tona esse assunto que até então estava sendo tratado de uma maneira equivocada e necessitando de uma urgente mudança, pois se sabe que a leitura tem extrema importância na aprendizagem e na formação do conhecimento do aluno.
            Neste trabalho fica claro o quanto a maneira com que o professor aborda a leitura e a escrita influencia no aprendizado dos alunos e a partir desse aspecto que começa o interesse pela leitura e pela produção de textos, a autora enfatiza o amplo uso da linguagem em sua modalidade oral e escrita.
            Durante a pesquisa foram entrevistados trinta e sete alunos cursando entre o 1º e o 5º ano que falaram sobre as vivências e experiências no universo da leitura e escrita, o que possibilitou conhecer ponto de vista próprios do universo infantil, cada turma tem sua percepção de cada palavra e seus significados bem como o emprego da ortografia, foi explorado diversos tipos de leitura durante a pesquisa.
[...] o que as crianças fazem, sentem e pensam sobre a vida e o mundo, ou seja, as culturas infantis, não tem sentido absoluto e autônomo ou independente em relação ás configurações estruturais e simbólicas do mundo adulto e tampouco são mera reprodução. (2012,p.197)
O trabalho emprega a necessidade de explorar ainda mais a capacidade de interpretação e criação de texto a partir de um trabalho mais consistente por parte dos professores, a partir do momento que o aluno percebe a importância que isso tem na sua formação eles desenvolvem habilidades importantes para o crescimento de ambos, certas atividades que não são atrativas para eles acabam sendo cansativas e vagas, exemplo: copiar da lousa textos extensos provoca cansaço e a aula perde o interesse.
Aos educadores dos anos iniciais esse trabalho é muito oportuno, mesmo não trazendo muitos detalhes de como esses métodos devem ser adotados, em vez disso apresenta varias obras em referencia que abordam esses assuntos.

Referência

TASSONI, E. C. M. A leitura e a escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental: a prática docente a partir da voz dos alunos. EccoS – Rev. Cient. São Paulo, n. 27, p. 191-209, jan/abr. 2012. 

Boniteza de um sonho

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul
Curso: Pedagogia Licenciatura
Disciplina: Língua Portuguesa
Professora: Dranda. Luciane Sippert
Acadêmica: Jaqueline dos Anjos Pinto
Semestre/Ano: 1/2014
Titulo da obra resenhada: Boniteza de um sonho
Autor: Moacir Gadotti
Ano de publicação: 2003
Editora: Feevale
Nº de paginas: 80



O livro "Boniteza de um Sonho: ensinar e aprender com sentido", da editora: FEEVALE, de Novo Hamburgo, publicado no ano de 2003, com 80 páginas, foi escrito por Moacir Gadotti. Gadotti se inspira nos ideais de Paulo Freire – lutar por mundo de amor e justiça – sendo a educação a fonte principal e o educador o meio para essa transformação.
“Boniteza de ser professor de tantos jovens do planeta” (p. 12). A obra está dividida em sete capítulos e em cada um deles Gadotti aborda temas de grande importância à educação, aos professores e pedagogos em exercício e aos futuros pedagogos e professores. Convida os sonhadores e os que deixaram de sonhar a despertarem e lutarem para a transformação do mundo, onde as diferenças sejam dissipadas através da educação, considerando que a sala de aula é e será local de capacitar crianças, jovens e adultos a se engajarem nessa luta. Portanto, é necessário que o professor e o educador encontrem a sua própria identidade e, com autonomia, potencializem os indivíduos, formando cidadãos autônomos, críticos, participativos, organizados, articuladores e capazes de se integrarem à sociedade, promovendo o desenvolvimento e garantindo, de forma sustentável, o futuro da humanidade.
No primeiro capítulo, “Por que ser Professor?”, Gadotti aborda os desafios enfrentados pelos professores em um Brasil que não valoriza os profissionais da educação e onde não há políticas públicas que se destinem à área. Os baixos salários, a falta de estrutura nas escolas, a violência, o cansaço físico e mental, e a desmotivação contribuem para o caos no sistema de ensino. Alerta os educadores para não se perderem nessa crise e sim refletirem sobre a sua escolha como direção e solução da situação caótica. Para isso, é necessário que os mesmos estejam engajados com o desenvolvimento dos indivíduos, formando-os críticos, participantes e capazes de superar as adversidades e sonhar com um futuro melhor, em que a educação seja a prioridade dos governantes, havendo assim o reconhecimento e a valorização dos profissionais.
No segundo capítulo, “Crise de Identidade, crise de Sentido”, trata do desafio encontrado pelos educadores no tocante à sua identidade e ao sentido de ser educador. A crise se evidencia com a globalização, que interliga as pessoas e o mundo por meio das informações em tempo real e, para processá-las e torná-las conhecimento que agrega valores aos indivíduos, é necessário que estes tenham uma formação crítica, reflexiva, política e de autonomia. Os professores são convocados a deixar de ser apenas professores e se tornarem educadores da humanidade, pois a máquina não substitui o homem no pensar, no agir, no interagir, no compartilhar, no decidir e não possui sentimentos, portanto, à medida que ocorrem as transformações no mundo globalizado, o mestre da educação sempre será necessário para formação do individuo.
Já o terceiro capítulo, “Formação Continuada do Professor”, aborda a importância do desenvolvimento do profissional da educação, a necessidade de o professor se atualizar, acompanhar as tendências da tecnologia, desenvolver projetos junto à comunidade considerando as suas necessidades e particularidades, refletir sobre as práticas e as metodologias, trocar experiências entre profissionais, realizar pesquisas e capacitar também sucessores na formação de futuros pedagogos. O motivo é evitar a estagnação, o comodismo e a desatualização do educador e da sociedade. O capítulo anterior fala de um mundo de mudanças e, para que essas mudanças sejam beneficentes a todos e não à classe dominante, o educador é imprescindível na formação de cidadãos participantes e atuantes.
No quarto capítulo, “Ser Professor na Sociedade Aprendente”, Gadotti explana a necessidade de aprender para ensinar e ensinar para aprender. O professor é aprendiz no processo, aprende com as diversidades culturais, sociais, políticas e econômicas da comunidade integrante. Através da reflexão da situação real, desenvolve as melhores práticas e exerce influências, direcionando para o trabalho em equipe, a defesa de ideais, a participação na gestão das escolas, desenvolvendo alunos e comunidade, pois somente a ação junto à atitude é capaz de produzir o saber, a habilidade e o conhecimento. O conhecimento é o fundamental para se entender a sociedade, a política e a economia, de ontem e de hoje e projetar um futuro melhor para a humanidade.
No quinto capítulo, “Aprender com emoção, ensinar com alegria”, o autor relata o sentimento de satisfação do educador e do educando no processo de ensino-aprendizagem. A emoção e a alegria em contribuir com a integração das pessoas a fazerem parte da história da evolução, tornam o ato de ensinar uma realização e para isso os objetivos devem ser claros, fundamentados e articulados com a realidade do educando. Por meio dessa interação, se desperta no aluno a emoção e a satisfação em aprender, sabendo da utilidade e da aplicação do aprendizado. Aprender deixa de ser obrigação e passa a ser descoberta, diferenciando o professor que faz do seu trabalho apenas um compromisso de lecionar conteúdos e demandas curriculares.
No sexto capítulo, “Educar para uma vida saudável”, Gadotti fala da importância de educar a humanidade no presente para sua própria existência futura. É preciso mudar a postura diante do sistema capitalista que é nutrido pelo consumismo, visando diminuir as desigualdades sociais pela educação. O educador pode promover a educação ambiental nas escolas, empresas e em toda a comunidade, protegendo a biodiversidade e a sustentabilidade da sociedade e também do planeta, conscientizado as pessoas da importância das fontes de energia naturais, da opção por produtos recicláveis, de amor ao meio ambiente como parte de cada um.
No último capítulo, “Ser professor, ser Educador”, o autor alerta cada profissional a decidir o seu destino dentro do universo da educação. O simples professor deve se decidir se tornar um educador ativo, tendo como diferencial o amor, o compromisso consigo mesmo, não apenas com um determinado órgão ou instituição. O seu objetivo deve ser o compromisso com o desenvolvimento de toda a humanidade, transformando as pessoas em autônomas, reflexivas, atuantes, intelectuais e, principalmente, humanas.
A educação é chave para a libertação política, econômica e social. Os oprimidos são a maioria em uma sociedade, não tem o básico para a sobrevivência, são considerados pela sua força de trabalho. Os bens que produzem são para o enriquecimento de uma minoria que detém o poder. Precisamos nos tornar autônomos e liderar a massa explorada por intermédio do conhecimento e do amor, pois os que estão no poder fazem do conhecimento ferramenta de exploração e opressão. É necessário desenvolver e munir cada indivíduo do saber, do pensar e da decisão, formando cidadãos livres pelo conhecimento, capazes por autonomia e participantes por consciência.

Este livro revela-me a satisfação de fazer parte desse sonho. Saber que estou no caminho certo na realização do ideal disseminado por Paulo Freire, bem exposto por Gadotti em Boniteza – manual que considero poderoso para a transformação de todos. “O amor à educação é o mesmo que o amor à vida” Sábias palavras, pois quem ama cuida, ensina, instrui, direciona e liberta, promovendo o desenvolvimento do próximo.

As Concepções das Crianças a Respeito do Sistema da Escrita

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL
CAMPUS REGIONAL IV SÃO LUIZ GONZAGA-RS
LÍNGUA PORTUGUESA I

PROFESSORA: DRANDA. LUCIANE SIPPERT
ACADÊMICA: CHARLIZE RODRIGUES DE OLIVEIRA
ANO: 1/ 2014

OBRA RESENHADA: REFLEXÕES SOBRE ALFABETIZAÇÃO
AUTOR: EMÍLIA FERREIRO
ANO PUBLICAÇÃO: 2001
EDITORA: CORTEZ
Nº DE PÁGINAS: 104

As Concepções das Crianças a Respeito do Sistema da Escrita
No livro Reflexões sobre Alfabetização, a autora nos oferece ideias de repensar a prática escolar da alfabetização, são reflexões sobre os resultados de suas pesquisas científicas.
Tem como público alvo, não só os professores, mas também apaixonados por alfabetização. Esta obra foi escrita por: FERREIRO, Emilia. REFLEXÕES SOBRE ALFABETIZAÇÃO. Traduzido por Horácio Gonzales (et. al.), está na sua 24ª. Edição, publicada em São Paulo, pela Editora Cortez, no ano de 2001, com 104 p.
Emília Ferreiro é Doutora pela Universidade de Genebra, teve como orientadora uma colaboradora de Jean Piaget. Suas pesquisas sobre alfabetização foram realizadas principalmente na Argentina, onde nasceu, atualmente é professora titular no centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional.
Esta obra, traz um novo tipo de pesquisa para a pedagogia, na qual compreensão do papel de cada um dos envolvidos no processo educativo e de aprendizagem muda radicalmente, pois suas ideias, quando levadas em prática, produzem mudanças profundas na natureza do poder pedagógico e na própria estrutura do analfabetismo.
O processo de alfabetização não é apenas um processo mecânico, a criança constrói seu sistema interpretativo, ela pensa e é capaz de raciocinar, ela também inventa para poder compreender a escrita. A criança tem sua própria forma de interagir com a escrita, pois para ela um simples rabisco pode ser um mundo imaginário, m sua concepção. Para Emília, a psicogênese da língua escrita aborda- se pela nova p espaço para a pesquisa em pedagogia e alfabetização. 
O texto instiga o educador e dá subsídios para que ele questione sua prática e revitalize o modo de compreender o ensino da linguagem no mundo que nos rodeia.
Esta obra tornasse muito importante para amantes da alfabetização, pois ela, nos mostra de forma clara a nova visão que devemos ter sobre a alfabetização. Já que, a alfabetização inicial é considerada a relação entre o método e o estado da criança, os dois polos do processo de aprendizagem, quem ensina e quem aprende.